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Recusei o emprego seguro pra empreender: o que aprendi sobre decidir sob incerteza

Recusei o emprego seguro pra empreender: o que aprendi sobre decidir sob incerteza

Recusei o emprego seguro pra empreender: o que aprendi sobre decidir sob incerteza

Recebi proposta de efetivação na indústria e recusei pra empreender. Decisão boa se julga pelo que você sabia na hora, não pelo resultado.

Recebi proposta de efetivação na indústria e recusei pra empreender. Decisão boa se julga pelo que você sabia na hora, não pelo resultado.

Raphael Capelão, COO e Co-fundador da Hubla

Raphael Capelão

Raphael Capelão

3 min de leitura

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TL;DR

  • No fim da engenharia, tinha proposta de efetivação na indústria: carreira previsível de um lado, startup indefinida do outro.

  • Antes de decidir, fiz uma única pergunta aos sócios: vocês estão felizes com o meu trabalho? Era a informação que faltava.

  • A qualidade de uma decisão vem do que você sabe na hora, não do resultado que aparece depois.

  • Se tivesse dado errado, a decisão ainda teria sido a certa.

  • A incerteza não foi embora com o cargo: o que mudou foi parar de esperar certeza pra me mexer.

Quando terminei a faculdade de engenharia, tinha feito dois anos de estágio na indústria e recebi uma proposta de efetivação: caminho aberto, carreira previsível, aquela sensação de algo seguro pela frente.

Do outro lado, eu tinha montado uma startup com meus atuais sócios, que estava engatinhando após a criação de um primeiro app de gestão de grupos de vizinhança. O produto não estava bem definido e não tínhamos certeza de nada.

O Gui Alvarenga, então meu sócio, me disse: vai, aceita a proposta.

Eu não fui. E não foi por impulso ou porque eu acreditava no sonho. Foi porque eu fiz uma pergunta para eles antes de decidir: vocês estão felizes com o meu trabalho?

A única informação que faltava

Era a única informação que ainda faltava para eu decidir com o que eu sabia naquele momento. E o que eu sabia era simples: eu não queria otimizar processo numa fábrica que rodava igual há 20 anos. Eu queria empreender desde que me conheço por gente. E aquele era o único momento da minha vida em que eu não tinha conta pra pagar.

Decisão boa não é decisão que deu certo

Eu não sabia se ia dar certo, nem eles. Mas eu entendi uma coisa que mudou minha relação com risco pra sempre: a qualidade de uma decisão não tem nada a ver com o resultado dela, mas sim com base no que você sabe na hora, não no que acontece depois. Se tivesse dado errado, a decisão ainda teria sido a mesma. E ainda teria sido a certa.

O que mudou de verdade

Hoje sou COO da Hubla. Um engenheiro mecânico que virou líder de uma empresa de tecnologia sem plano pronto, sem roteiro. A incerteza nunca foi embora. O que mudou foi eu parar de esperar para ter certeza de algo para então me mexer.

Raphael Capelão, COO e Co-fundador da Hubla

COO e Co-fundador da Hubla

Lidera a operação da plataforma e escreve sobre bastidores de negócio: estratégia, cultura e as decisões que fazem uma empresa digital crescer.

HUBLA NEWS.

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