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Os seis pilares de uma Black Friday que não depende de sorte

Os seis pilares de uma Black Friday que não depende de sorte

Os seis pilares de uma Black Friday que não depende de sorte

A Black Friday não se decide na última sexta de novembro. Os seis pilares que sustentaram as duas campanhas que venceram a disputa da Hubla.

A Black Friday não se decide na última sexta de novembro. Os seis pilares que sustentaram as duas campanhas que venceram a disputa da Hubla.

Filipe Jorge

Filipe Jorge

9 min de leitura

9 min de leitura

TL;DR

  • Todo ano me perguntam qual a melhor data para lançar na Black Friday. A resposta é qualquer data: ela só concentra atenção, quem decide o resultado é a preparação.

  • Ganhei a disputa da plataforma na Hubla dois anos seguidos e as duas campanhas foram construídas sobre os mesmos seis pilares.

  • Pré-lançamento enche a lista, movimento e antecipação criam o desejo, clareza remove a fricção, captação garante volume e a abertura colhe.

  • Cinco criativos meus captaram lead pelo mesmo preço e um devolveu dez vezes mais que os outros. CPL barato é insumo.

  • Nenhum pilar isolado produz resultado. Quando os seis funcionam juntos, a abertura vira consequência.

Todo ano a primeira pergunta que me fazem é a mesma: qual a melhor data para lançar na Black Friday?

Qualquer data.

Uma data não vende nada sozinha, ela só concentra atenção. Quem determina o resultado é a preparação. Lançamento bem construído performa em março, em junho e em novembro. Lançamento mal construído não é salvo nem pela sexta-feira mais movimentada do ano.

Ganhei a disputa da plataforma na Hubla dois anos seguidos, com R$ 4,1 milhões em 2024 e R$ 9,2 milhões em 2025. Nenhuma das duas campanhas se decidiu na última sexta de novembro, e as duas foram construídas sobre os mesmos seis pilares. É deles que eu vou falar aqui.

Antes dos pilares, uma decisão de calendário

Na última semana de novembro, infoproduto e varejo disputam o mesmo inventário de anúncios. Mais anunciante brigando pela mesma atenção significa custo por lead mais alto, criativo saturando mais rápido e caixa de entrada lotada. A mídia encarece, a atenção se divide e o orçamento do comprador já está comprometido. Quem vende primeiro pega a carteira cheia.

Por isso eu escolho a minha data entre três e seis semanas antes da Black Friday oficial, comunico como um evento próprio, com nome e promessa, e reservo a semana oficial para uma reprise ou um downsell da mesma oferta. Neste ano eu gosto da segunda metade de outubro.

Com a data no lugar, começa o trabalho de verdade.

Pré-lançamento: feijão com arroz bem feito

Pré-lançamento é a fase entre "ninguém sabe que vem aí" e "o carrinho abriu". É onde você constrói lista, presença e desejo. Não precisa ser genial, quase nunca é. Precisa ser executado com consistência.

Eu trabalho com três canais de contato, e o erro mais comum é repetir o mesmo conteúdo nos três.

O primeiro é o corredor polonês. O público não passa por um post isolado, passa por um corredor de impactos. São conteúdos de oportunidade distribuídos via tráfego para toda a base de envolvimento, diferentes dos que você publica no perfil. Repetição concentrada é o que faz a mensagem grudar na cabeça do lead antes do lançamento.

O segundo é o conteúdo orgânico do dia a dia, que aqui tem função dupla. Ele constrói autoridade e serve de laboratório: o conteúdo que performa organicamente é o candidato natural a virar anúncio.

O terceiro é o grupo de conteúdos, um canal de exclusividade onde os leads entram e são levados a elevar o nível de consciência. Nada do que já foi publicado no perfil ou no corredor se repete ali.

O creator que publica todo dia, aparece nas audiências certas e concentra os interessados num só lugar chega na abertura com uma vantagem que dinheiro nenhum compra na véspera. Comece pelo menos trinta dias antes da sua data, com um tema por semana e frequência fixa. Se você costuma se preparar em quinze ou vinte dias, estique o prazo. Se tiver mais tempo, melhor.

Movimento: todo lançamento precisa parecer novo

Movimento é a percepção de que algo está acontecendo agora e de que ficar de fora tem custo. Ele não vem da oferta, vem da encenação em volta dela: nome próprio, data marcada, contagem, gente comentando. É o que separa "mais uma promoção do fulano" de "o evento que eu preciso acompanhar".

Vi o mesmo produto virar três eventos diferentes no mesmo ano, na Black Friday, na Semana do Consumidor e na Semana da Mulher. Cada data ganhou nome, arte, promessa e bônus próprios. Para a mesma base, foi sempre um lançamento novo. Trocar só o cupom cria desconto. Movimento é outra coisa.

E tem uma armadilha aqui, que pega justamente quem já teve um lançamento bom. A minha Black é vendida para base quente, gente que já me acompanha e já comprou algo meu. O risco é achar que essa base se renova sozinha. Ela é um estoque que se gasta a cada campanha, e se você não repõe, funciona duas vezes, três vezes, e depois a conversão despenca.

Reponho o estoque fora da Black. O público frio eu capto durante o ano com anúncio e ofereço um produto de baixo ticket. Quem compra vira aluno, entra na base e é esse aluno que eu converto na Black. Em lançamento normal eu capto frio e vendo no mesmo movimento. Na Black eu não faço isso, ela é 100% quente, e quem chega em novembro sem ter alimentado a base nos meses anteriores não tem para quem vender.

Antecipação: fazer o público contar os dias

Se movimento é fazer o lançamento parecer um acontecimento, antecipação é fazer o público contar os dias por ele. A diferença está no tempo: antecipação se constrói em sequência, dia após dia, para que quando você começar a captar já encontre uma audiência pronta para se cadastrar.

Escassez e urgência só funcionam quando existe desejo acumulado antes. Prazo curto em cima de quem ainda não criou vínculo com você é pressão em quem não se importa.

Anuncie a data logo, porque uma data pública transforma acompanhante passivo em pessoa com compromisso na agenda. Peça um gesto pequeno em troca de acesso antecipado, entrar num grupo ou deixar o e-mail, já que quem levanta a mão antes é quem compra primeiro. Revele em partes: primeiro que vem aí, depois o que é. O preço eu não revelo antes, ele só aparece na live. Cada revelação vira um novo motivo para voltar.

E mostre que aquilo é grande. Aqui as ativações físicas fazem um trabalho que criativo nenhum faz. Outdoor, carro plotado, caneca enviada para parceiros e alunos. O objetivo não é alcance de mídia exterior, é a mensagem implícita de que aquele lançamento é sério. Custam pouco perto do que comunicam e ainda viram conteúdo orgânico espontâneo quando alguém fotografa e posta.

Clareza: chega de eventinho 100% online e gratuito

"100% online e gratuito" já foi diferencial. Hoje é ruído. Não diz o que a pessoa vai receber nem por que ela deveria reservar tempo para isso.

Clareza é dizer com precisão o que é, para quem é e o que muda na vida de quem entra. Em dez segundos. Cada dúvida que a sua comunicação deixa em aberto é uma fricção a mais entre o lead e o botão de compra.

Deixe claro desde cedo que a sua Black Friday é venda. Se a sua comunicação for morna, o público responde na mesma moeda.

Captação: encher o funil de gente certa pelo menor custo

Quatro alavancas derrubaram o meu custo por lead, e a última mudou o jeito como eu leio número.

Arrastão em vídeo é pegar o vídeo que já explodiu no orgânico e colocar dinheiro nele. Dupla CTA é oferecer dois caminhos de conversão no mesmo anúncio: comentar uma palavra-chave, que dispara a entrega automática no direct, ou clicar no link. Cada pessoa reage do jeito que prefere e o comentário ainda entrega alcance orgânico extra ao post. As duas juntas atacam os dois lados da conta, porque o arrastão aumenta quanta gente é impactada por real investido e a dupla CTA aumenta quantas dessas pessoas viram lead.

Iscas seguem uma lógica contraintuitiva. Várias iscas pequenas funcionam melhor que uma isca perfeita. "Guia completo de nutrição" atrai todo mundo e ninguém. "Como desinchar em sete dias" atrai quem tem a dor exata. Nove iscas assim passaram de dez mil leads sem mídia paga, e a distribuição entre elas importa mais que o total: duas sozinhas responderam por quase metade da captação. Trate isso como pesquisa de mercado gratuita, porque o tema que mais capta indica a dor mais urgente, e é esse ângulo que deve liderar os criativos, o webinário e a promessa da oferta.

Retenção visual é a porcentagem do vídeo que a pessoa assiste antes de rolar, e é a métrica que o algoritmo mais valoriza. Anúncio com retenção alta custa menos por lead sem que você mude uma vírgula da segmentação. Os três primeiros segundos precisam de movimento, corte ou uma frase que abre uma pergunta. Se o primeiro quadro for parado, o resto do vídeo não existe.

Agora a parte que mais me custou aprender. Numa das campanhas, cinco criativos captaram lead praticamente pelo mesmo preço, em torno de três reais cada. Olhando só o custo por lead, todos pareciam equivalentes, e o que eu mais escalei era o que tinha o melhor CTR. Quando medi até a venda, o cenário virou. Um deles converteu 6,27% dos leads e devolveu R$ 17,36 para cada real investido, enquanto os outros ficaram entre R$ 1,67 e R$ 3,16. Mesmo custo de lead, dez vezes de diferença no retorno.

CPL barato é insumo. O que separa um criativo campeão dos demais é a qualidade do lead que ele traz, e isso só aparece depois da venda. Meça até o fim do funil antes de decidir onde colocar o orçamento.

Abertura e pós: onde a maior parte do faturamento se decide

Muita gente trata a abertura de carrinho como linha de chegada, publica o link, manda um e-mail e espera. Na prática é a largada.

Dentro da janela, crie marcos. Uma janela de sete dias com um único acontecimento perde força no terceiro. Uma live de conteúdo que também vende, um lote que vira, um bônus que expira. Cada marco é um novo motivo para o indeciso voltar. E reexiba a aula ou o webinário com prazo próprio, porque boa parte da base simplesmente não estava lá ao vivo. Reprise é o conteúdo mais barato que você tem.

Depois que o carrinho fecha, três públicos continuam valendo dinheiro e quase ninguém trabalha os três.

Carrinho abandonado é a lista mais quente que existe, porque a pessoa já escolheu o produto e travou no meio do caminho. Uma sequência automática nas primeiras horas, com lembrete, link direto e alternativa de pagamento, recupera uma fatia relevante do que parecia perdido. Se você vende na Hubla, checkout e recuperação de carrinho já vêm prontos.

O indeciso que visitou a página, assistiu à aula ou clicou no anúncio e não comprou merece uma campanha própria, com o argumento que faltou: prova social, garantia ou parcelamento. É o público mais barato de reimpactar.

E quem comprou agora é a venda mais fácil do próximo lançamento. Cuide da entrega, colete depoimento enquanto o entusiasmo está alto e já planeje o próximo degrau da escada.

Tem ainda o degrau que quase ninguém desce. Em vez de oferecer um downsell caro uma única vez, eu continuo vendendo nos trinta dias seguintes ao fechamento, com ofertas de R$ 27 a R$ 97 dentro dos grupos do lançamento.

A soma dos seis

Nenhum pilar isolado produz o resultado. O pré-lançamento enche a lista, o movimento e a antecipação criam o desejo, a clareza remove a fricção, a captação garante volume e a abertura colhe.

Quando os seis funcionam juntos, a abertura deixa de ser um salto no escuro e vira consequência.

A Black Friday é o meio de temporada do negócio. É o momento de colher o que você plantou no ano e de plantar o ano seguinte. Quem cresceu de verdade vendeu para a base nova e para a base atual ao mesmo tempo, e isso não se monta na véspera.

O manual completo

O que está aqui é o mapa. A estratégia inteira, destrinchada pilar por pilar, está no Manual do Campeão da Black Friday, que eu escrevi com a Hubla.

Lá dentro tem o calendário de preparação dia a dia, os canais de captação que alimentam o funil, as tabelas reais das campanhas que rodaram, com investimento, custo por lead, conversão e retorno de cada criativo, e um bloco de como aplicar ao fim de cada pilar.

Baixar o Manual do Campeão da Black Friday

A sua Black começa agora.

Estrategista de lançamento

Estrategista referência em funis de vendas no mercado digital e o nome por trás das campanhas de Black Friday mais lucrativas da Hubla, tendo vencido a disputa da plataforma em 2024 e 2025. Escreve sobre o que realmente funciona para vender no digital.

HUBLA NEWS.

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