Vendas & Funis


TL;DR
Da Black 2024 para a Black 2025, o faturamento médio por creator cresceu 10%. Um ano inteiro de mercado para andar de lado.
Quem dobrou o faturamento vendeu mais caro. O ticket médio desse grupo fica na faixa de R$ 3 mil a R$ 5 mil.
85% dos produtos de ticket alto vendidos na Black foram para clientes novos. Cliente novo é a alavanca mais visível da Black, e também a mais cara de acionar.
No mercado, cada cliente faz em média 1,2 compras com o mesmo creator. Quem constrói esteira vê o ticket dobrar na segunda compra e triplicar na terceira.
Cerca de um terço das recompras acontece no mesmo dia da primeira compra, e perto de 80% em até seis meses. A Black é o meio da temporada.
Todo ano a mesma cena: a Black chega, todo mundo corre, e em dezembro ninguém sabe direito o que fez diferença. A Hubla foi comparar a Black 2024 com a Black 2025 dentro da plataforma para separar o que funcionou do que só pareceu funcionar.
A média andou de lado
O primeiro número do estudo é o mais desconfortável.
Comparando a Black 2024 com a Black 2025 dentro da Hubla, o faturamento médio por creator cresceu 10%. Um ano inteiro de mercado mais maduro, mais tráfego, mais ferramenta, mais gente falando de lançamento, e o creator médio faturou 1,1x o que faturava.
Só que média é um retrato ruim quando o grupo se parte em dois. Debaixo desses 10% existem dois comportamentos opostos: quem cresceu forte e quem encolheu. Entender o que separa os dois é o motivo do estudo existir.
Quem dobrou vendeu mais caro
O grupo que dobrou o faturamento tem uma característica em comum, e ela é bem menos sofisticada do que se imagina: vendeu produto mais caro.
O ticket médio desse grupo fica entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. É uma faixa de referência, não uma regra fixa. Tem gente dobrando com ticket menor e gente parada com ticket maior. Mas o padrão é forte o bastante para levantar a pergunta certa.
O que interessa aqui é a pergunta que vem depois. Quem compra um produto de R$ 3 mil a R$ 5 mil na Black?
Cliente novo ou base de alunos?
Essa é a discussão que trava toda reunião de planejamento de Black. Metade da sala acha que Black é para atrair gente nova. A outra metade acha que Black é para vender pra quem já é aluno.
Os dados da Hubla dão um placar claro na primeira rodada: 85% dos produtos de ticket alto vendidos na Black foram para clientes novos.
É um número que parece encerrar o assunto, e não encerra. O estudo é explícito no que conclui: cliente novo é uma alavanca importante, mas não é a única. E tem uma coisa que o número não mostra, que é o preço dessa alavanca. Comprar audiência nova em novembro significa disputar leilão com o varejo inteiro, com todo infoprodutor do mercado e com a Black de todo mundo. Você paga caro pela atenção exatamente no mês em que ela está mais disputada.
A base que você já tem, por outro lado, não custa CPL nenhum. E é aí que o mercado deixa dinheiro na mesa.
O problema da recompra
No mercado digital, cada cliente faz em média 1,2 compras com o mesmo creator.
Leia de novo, porque o número engana: 1,2 compras no total, não por ano. Na prática, quase ninguém volta para comprar uma segunda vez. Nos dados que a Hubla analisou, cerca de 15% dos clientes fazem a segunda compra e só 3% chegam na terceira. O resultado é que 70% do faturamento do mercado está concentrado na primeira compra.
Esse é o motivo de tanto creator sentir que está sempre recomeçando. Ele está mesmo. Todo lançamento é um lançamento de aquisição, porque a base anterior não foi construída para comprar de novo.
O mesmo cliente vale muito mais com o tempo
Quando a recompra acontece, ela não acontece pelo mesmo preço. Ela acontece por mais. O ticket médio por ordem de compra:
1ª compra: R$ 552
2ª compra: R$ 1.004
3ª compra: R$ 2.046
O ticket praticamente dobra da primeira para a segunda compra e chega a três vezes o valor inicial na terceira. A teoria de ascensão de base, que todo mundo repete em palco, aparece nos números da plataforma.
Isso muda o cálculo da Black inteira. Se você tem um produto só, o cliente novo que entrou em novembro rende uma venda e some. Se você tem uma esteira, aquele mesmo cliente pode valer três ou quatro vezes mais ao longo dos meses seguintes, e a Black deixa de ser um pico isolado para virar a porta de entrada de um ciclo.
A pergunta que vale fazer agora, antes de montar a oferta: você tem produto para oferecer pra quem já comprou?
Um terço da recompra acontece no mesmo dia
O timing da recompra tem um comportamento que quase ninguém explora.
Cerca de um terço das recompras acontece no mesmo dia da primeira compra. O momento em que a pessoa acabou de comprar é o melhor momento para uma nova oferta, e é onde mais dinheiro fica na mesa hoje: order bump, upsell na página de obrigado, oferta imediata dentro da área de membros. É por isso que existem o upsell na hora da compra e o checkout em um clique, que guarda os dados de pagamento do cliente para a próxima oferta. Na Hubla, o Agente de Checkout aumenta em 50% a conversão do checkout.
Depois disso, a curva se espalha. Metade das recompras acontece em até 30 dias e perto de 80% em até seis meses. O que significa que a janela de colheita da sua Black não fecha em 30 de novembro. Ela vai até o meio do ano seguinte, desde que exista funil de recompra rodando.
Compra feita na Black exige reativação constante. É aí que a recompra acontece.
E o low ticket, entra onde?
O low ticket virou resposta padrão para tudo, então vale separar o que ele faz do que ele não faz.
Taxa de recompra: parecida com a de qualquer outra faixa de preço. Quem compra um produto barato não volta mais nem menos do que quem compra um caro.
LTV: aqui sim tem diferença. Quem monta uma esteira bem feita a partir do low ticket chega a multiplicar por até 4x o valor da primeira venda.
Escala: o low ticket representa cerca de 10% do faturamento do mercado. Para gerar o mesmo resultado de uma esteira de ticket mais alto, você precisa de um volume muito maior de clientes e de transações. Vender pouco low ticket não traz resultado nenhum.
Ou seja, low ticket funciona como porta de entrada e como máquina de qualificação. Como fonte principal de faturamento, ele só fecha a conta em operação com volume grande.
A Black se ganha puxando as duas alavancas
Juntando tudo que o estudo mostra:
Cliente novo foi o que fez o faturamento dobrar para quem cresceu. É a alavanca mais visível e a mais cara, porque você compra atenção no mês mais concorrido do ano.
A base é a alavanca mais subestimada. Quem monta uma esteira de sucesso aumenta em 3 a 4 vezes o valor de cada cliente, sem pagar mídia por isso.
A Black é o meio da temporada. Você colhe o que plantou no primeiro semestre e planta o que vai colher nos seis meses seguintes.
Quem trata novembro como linha de chegada fatura uma vez. Quem trata novembro como o ponto mais alto de um ciclo que já estava rodando fatura na Black e continua faturando em dezembro, janeiro e fevereiro, com a mesma base.
Duas alavancas: cliente novo que entra na Black, e base subindo de patamar o ano todo. Você ganha puxando as duas.
Rode a sua Black na Hubla
A Black Hubla já está de pé. Você bate a sua meta e ganha uma passagem pra qualquer lugar do mundo, com o time da Hubla junto para desenhar as duas alavancas dentro da sua operação.
A sua Black começa agora, e não em novembro.

Especialista de Growth e Estrategista Digital
Depois de quase uma década como infoprodutor, assumiu a cadeira de Especialista de Growth e Estrategista Digital, estando à frente da geração de demanda e performance de CRM na Hubla.
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